Nascido
em 1971, Paulo Fichtner publicou O Despertar no Paraíso (1999), Tumulto
Secreto (2005) pela editora Francisco Alves e Contra o chão e o vento (2007)
pela Confraria do Vento. Segundo... Paulo "realiza o escambo do egoísmo pelo
altruísmo, a matéria pelo espírito. Inserida no tempo, formativa no espaço e
cinética no movimento – e sempre crítica – a poesia de Fichtner traduz uma
energia imaginativa de forte beleza. Sombria e translúcida a um só tempo,
ela pode apresentar-se escura e transparente, trevosa e iluminada,
perfeccionista, natural, quase sobrenatural. Ela transita igual ao vento,
reoxigenada, entre terra e céu, chão e ar, inferno e paraíso. Debatendo-se
entre classicismo e romantismo, realismo e idealismo, entre uma atitude pagã
e cristã, simultaneamente, o Autor é um grego à la Winckelmann, como vemos
em Gerd Bornheim. Das lides pela ‘saúde’ dessas contradições, sua criação
poética emerge e alteia-se, elevada e luminosa. (...) Poesia dominadora,
depressiva e entusiasta, audaciosa e enérgica. Escrita que se comunica aos
arrancos, por poderosos impulsos, benéficos ou maléficos, insinuando-se
entre revolta e amor. Altiva, turbulenta e orgulhosa, altaneira e impulsiva,
rebelde e dinâmica, esta poesia é independente e apaixonada. Entre
exclusivista e explosiva, dominadora e ardente, esta dicção poética age e
reage, em sua mentalidade panorâmica, por puro ímpeto. Trata-se de um louco,
um poeta, um sonhador, um alquimista do verbo. Paulo, poeta delicado e
feroz"