centro de experimentação poética

 

 

 

 

Márcia Pinheiro de Oliveira destacou-se nos últimos 20 anos como uma grande batalhadora pela arte contemporânea experimental no país, utilizando-se com freqüência da performance como meio de expressão. No início dos anos 1980 adotou o "X" ao seu nome após o desentendimento com a estilista carioca Márcia Pinheiro, já que a artista havia desfilado com "não roupas", uma capa preta e uma outra transparente e sem nada por baixo. Utilizando objetos eróticos, brinquedos infantis e objetos religiosos, suas performances e instalações são marcadas pela relação sexo/infância, em que objetos pornográficos são transformados em brinquedos infantis e estes em objetos eróticos. O movimento em suas peças evidencia a percepção do objeto como um corpo vivo. Em abril de 2006, sua obra "Desenhando com terços" (apresentada pela primeira vez em 2000) foi retirada da exposição "Erótica - Os sentidos da arte", promovida pelo Centro Cultural Banco do Brasil, após denúncia de um empresário, por entender que a obra ofende o catolicismo. O grupo Opus Christi pressiona o Banco para que mantenha a exclusão da obra, que foi selecionada por Tadeu Chiarelli, do próximo destino da exposição em Brasília. O próprio Ministro da Cultura, Gilberto Gil, condenou o ato de censura. Finalmente, a direção do Banco decidiu que a exposição não seguiria para Brasília por apresentar ameaças à marca e aos negócios.
 


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