Chacal,
alcunha de Ricardo de Carvalho Duarte, é um dos primeiros poetas da década
de 70 a se utilizar do mimeográfo para divulgar sua poesia, com o livro
Muito Prazer (1971). Em seguida teve um poema incluído na antológica revista
Navilouca, editada por Torquato Neto e Waly Salomão. Em 1975 participou do
grupo Vida de Artista, que contava com poetas como Francisco Alvim e Cacaso.
Nesse ano lançou seu terceiro livro, América. Em 1976 teve poemas incluídos
na antologia 26 poetas hoje, de Heloísa Buarque de Hollanda. Em seguida
lançou Quampérius. Nessa época juntou-se a Charles, Bernardo Vilhena e
Ronaldo Bastos para fundarem o Nuvem Cigana, grupo que agitou a vida carioca
do final da década de 1970, em especial com os happenings Artimanhas.
Paralelo à poesia Chacal passa a trabalhar com grupos de teatro, escrevendo
Aquela Coisa Toda para o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, e Recordações do
Futuro, para o grupo Manhas & Manias. Nesse período aproxima-se de Patrícia
Travassos e Evandro Mesquita, futuros parceiros da banda Blitz, para a qual
Chacal compôs algumas letras. Em 1983 veio a público Drops de Abril, reunião
dos livros anteriores editada pela editora Brasiliense. Seus outros livros
são: Comício de Tudo (1986) - crônicas que escreveu para o Correio
Brasiliense -, Letra Elétrika (1994), Posto Nove (1998) e A Vida é curta pra
ser pequena (2002). Desde 1990 é diretor do CEP 20.000.